Estudo do consumidor
“teen” matéria publicada em 2008 pela revista SUPERVAREJO
Para
muitos brasileiros saudosos, a adolescência pode lembrar enxada nas mãos ou
caixote de engraxate ao longo da semana, e uma pelada num campinho perto de
casa aos domingos. A bola de meias, um dos poucos brinquedos acessíveis à época
e bem diferente dos atuais jogos online, fazia a alegria da garotada.
Para as
mulheres, as semanas se passavam ajudando na colheita, no corte-e-costura ou
nos afazeres domésticos. O brinquedo, presente até os 15 anos, era sempre uma
boneca feita de tecido por mãos caprichosas. As conversas entre amigas nunca
foram virtuais. Doces e presentes, sempre caseiros, eram limitados a datas
especiais. Para muitos deles, a adolescência também pode remeter a uma educação
rígida, muitas vezes severa, de pouca informação e quase nada de liberdade de
escolhas e opiniões.
Para
os adolescentes de hoje, tudo mudou. Esta é a primeira geração que nasceu com
um mouse na mão e a tela do computador como janela para explorar o mundo.
Mudanças socioculturais, aliadas ao avanço frenético da indústria, da
tecnologia, da propaganda e conseqüentemente da economia, deram rumos bem
diferentes aos costumes da adolescência atual. Os jovens de hoje, entre 12 e 18
anos, têm seus direitos e deveres garantidos pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), e muito mais liberdade de escolhas e opiniões. A
nomenclatura já não é mais a mesma e esse jovem é (re)conhecido como teen,
abreviação de teenager, que significa adolescente em inglês. Aliás, inglês
parece ser língua obrigatória na nova era, entre os amigos e a internet. São
tantos termos: blog (diário online), games, YouTube (site de vídeos), Orkut
(site
de relacionamento), MSN (programa de bate-papo), MySpace (outro site de
relacionamento) e por aí vai.
O
Orkut, por exemplo, agrada a maioria dos jovens brasileiros. Segundo o
DataFolha, 81% deles, na faixa etária entre 16 e 25 anos, acessam o site.
Segundo dados do IBGE/Pnad, os jovens dessa faixa etária somam mais de 35 milhões
de pessoas e representam 19% da população brasileira.Os números que envolvem o
universo teen vêm crescendo muito. Paralelamente e pautado em muita pesquisa, o
mercado do segmento também cresce e está cada vez mais atento a esse novo
público. Surge um novo target, ou público-alvo, como é chamado no mercado.
Hoje, o público teen movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano no Brasil.
De
acordo com análise da Plus Advance, agência de promoção e merchandising, o
segmento representa hoje cerca de US$ 600 bilhões do volume de compras mundial.
Ainda segundo a empresa, uma pesquisa da Ipsos/Marplan identificou um grande percentual
de jovens brasileiros muito interessados em fazer compras: 37% maior que nos
Estados Unidos. Tal crescimento contínuo do consumo é o resultado, tanto na
indústria estrangeira quanto na brasileira, de uma aceleração na criação e desenvolvimento
de produtos específicos para as necessidades e anseios desse público.
No
Brasil, a razão desse resultado também foi verificada em pesquisa realizada pela Interscience, em 2007, entre um
público mais novo que os teens, os chamados tweens, que compreende a faixa
etária entre 7 e 14 anos. Deste segmento, 37% da amostragem do público A a D recebe mesada e 55% deles usam-na para comprar
produtos da categoria doces/sorvetes, mais que a categoria jogos/CDs, que
representa 33% dos gastos. “O que funciona muito bem com este público são
coleções, e esta é uma ótima saída para gerar maior fidelidade do tween”, ressalta a gerente de
Promoção da Plus Advance, Juliana Veríssimo.
NO VAREJO – As gôndolas dos
supermercados já oferecem produtos personalizados para os teens, mas as
categorias que mais crescem no mercado, segundo pesquisa da LatinPanel, são as
de doces, salgadinhos, sucos prontos para beber, passando pela seção de higiene pessoal, com xampus,
desodorantes e absorventes.Carolina E. Herzog, 15 anos, por exemplo, mesmo não
pertencendo mais ao público tween, gasta parte
de sua mesada com chocolates, doces, sorvetes,
salgadinhos e produtos de higiene de sua
preferência. Mas com o senso de relação custo-benefício que sua idade lhe
permite, ela não compra o primeiro produto que encontra. “Pesquiso, comparo as
marcas e compro a que se adequar ao meu gosto e bolso. Claro que há algumas
marcas que não troco”, avisa.
Questionada sobre a mídia pela qual costuma escolher
suas marcas e produtos preferidos, ela menciona revistas e TV. “Adoro quando
chega a Capricho e vejo os lançamentos. Também
gosto das propagandas da MTV, porque falam a nossa língua”,
completa. Segundo a psicóloga Mirella Reis, ser teen significa ter um comportamento
imediatista. Essa geração nasceu e cresceu com uma agilidade de informação
jamais vista, conectada com o mundo todo e dentro de uma sociedade com projeto
de felicidade capitalista. Tornou-se altamente influenciada pelo meio e ávida por
novidades, formando consumidores com grande impulso para compras, de desejos
‘aqui e agora’ e satisfações imediatas. “Portanto, o maior desafio do mercado
não é apenas conquistá-la, mas mantê-la fiel”, alerta Juliana, da Plus Advance.
Ela informa ainda que 80% das decisões
de compra são tomadas no PDV. “O contato direto e imediato do consumidor com o
produto é fator fundamental nas vendas por impulso”, ressalta. “Para este
público, que possui naturalmente uma maior impulsividade, o crescimento atinge
uma média de 25 a 30%”.
No Grupo Pão de Açúcar, a estratégia
de exposição de produtos, tanto na gôndola como no check-out, é fator
determinante no momento da compra. Hoje, promove em todas as bandeiras o Projeto
Conveniência, que atua fortemente no quesito exposição, com displays de
salgadinhos e doces espalhados em todas as lojas, além de ilhas e seções
especializadas, como doceiras, inclusive com chocolates exóticos e a granel. De
acordo com a assessoria de imprensa do grupo, o projeto, implementado parte em
novembro de 2007, parte em março de 2008, proporcionou um crescimento nas
vendas em torno de 20% na bandeira Extra, cerca de 18% nas lojas Pão de Açúcar
e 15% na rede Comprebem. Os doces e salgadinhos e os produtos de higiene e
beleza são os mais procurados por esse público, segundo o gerente de Loja do
Supermercado Redi, de Jaú (SP), Vicente Luiz Castilho. “Percebemos o poder de
compra desse público, investimos em produtos para eles, mas ainda não temos uma
seção específica de produtos teens”,informa Castilho.
De acordo com o gerente, o volume de vendas
com cartão ainda é pequeno. “Mas os jovens são antenados, informados demais e
consomem muito. Acredito que em pouco tempo o dinheiro de plástico será uma das
formas de pagamento mais usadas pelos teens”, afirma. Na verdade, os bancos e
as administradoras de cartões de crédito também já perceberam que, ao atingir o
público jovem, terão atingido o potencial desse importante segmento de consumo.
Muitas empresas estão voltadas a entender o linguajar dessa turma e já oferecem
produtos e serviços adequados ao seu perfil. Praticidade, comodidade e
aceitação estão entre os atributos mais valorizados pelos adolescentes.
Alinhado ao conceito de que o teen já
é o consumidor de hoje, o Banco Real lançou em agosto de 2007 o Real Primeiro
Cartão, um cartão somente para compras em débito, segmentado para o público de
12 a 17 anos. “Identificamos uma oportunidade de mercado ao disponibilizar um
produto que apoie os pais na educação financeira de seus filhos. Por outro
lado, percebemos os jovens cada vez mais familiarizados com novas tecnologias e
inovações, buscando maior independência na gestão de seus recursos”, explica a superintendente
de Produtos de Cartões, Maria Regina Botter.“Nossa expectativa de venda foi
conservadora por ser uma iniciativa nova, concentrada em clientes de alta
renda. Temos hoje cerca de 15 mil cartões, que era nossa meta para o primeiro ano.
Imaginamos uma venda equivalente para o próximo ano de operação”, estima Maria
Regina. Segundo Carla, será a pesquisa brasileira contínua mais completa do
mercado,pois trará informações muito detalhadas
do perfil dos jovens brasileiros com
idade entre 12 e 19 anos, seus valores, hábitos, estilos de vida, atitudes,
fontes de renda, gastos por categoria, locais e sites preferidos para compras e
serviços, adesão a produtos bancários e mídias mais vistas ou usadas. “Segmentar
para acertar cada vez mais o público-alvo é tendência unânime do mercado. E só
se consegue isso com pesquisas”, assegura a gerente de Atendimento da RI Brasil.
A Unilever, por exemplo, busca cada vez
mais estreitar seu vínculo com os consumidores, incluindo o público teen. Para
isso a companhia investe constantemente em pesquisas para determinar quais as
necessidades específicas desses consumidores. Seda Teens, por exemplo, realizou
uma série de pesquisas para entender as características de suas consumidoras:
meninas de 12 a 17 anos. O resultado serviu de embasamento para o
desenvolvimento de ações de comunicação. De acordo com a empresa, Seda é a marca
líder no segmento de xampus, com 32,8% de participação em volume, estando à
frente de mais de 3 mil outras marcas de xampus, no Brasil.Para a Nestlé, as
pesquisas com os consumidores teen são consideradas fundamentais no
desenvolvimento de seus produtos. Pioneira no segmento, busca agregar valor aos
produtos de acordo com as necessidades do consumidor, sempre com foco em
nutrição, saúde e bem-estar. Desde 1933, a empresa oferece a marca de
achocolatado Nescau. Em 2004, lançou o Nescau Power e em 2007 apresentou ao
mercado a evolução da versão tradicional, o Nescau 2.0. Para o desenvolvimento
do produto, realizou pesquisas com mais de 4 mil consumidores, a maioria
adolescentes que, segundo a empresa, contribuíram com sugestões e aprovaram as
mudanças.
Indústria
teen
Atenta ao público que não
é nem criança nem adolescente e ao que funciona para atraí-lo, a General Brands
lançou em 2004 o chicle de bola Gang Tatuagens, que já está na terceira edição
de coleção, cada uma com 50 desenhos de tatuagens adesivas diferentes. Para o gerente
de Marketing, Eduardo Viale, o tema tatuagem é lúdico, o que permite a
brincadeira entre a fase infantil e a teen, a dos tweens. A italiana Perfetti
Van Melle, com sede em Vinhedo (SP),que detém as marcas de balas e gomas de
mascar Mentos, as balas Fruit-tella e os chicles Happydent, investe em ações
estratégicas nos pontos-de-venda que aumentem a visibilidade de seus produtos.
“Valorizamos a disposição no check-out, onde a incidência de compras por
impulso é muito maior, comparada a das gôndolas”, garante a gerente de Marca
Mentos-Balas, Tatiana Checchia. De acordo com Tatiana, a linha de balas Mentos
Teens, lançada em 2006, representa 12% do volume de vendas de balas da marca.
Como estratégia, a empresa lançou recentemente as balas Mentos em embalagem
triangular de 7,5 gramas, para incrementar a distribuição numérica do produto e
gerar experimentação. “Vemos o público teen como um ótimo segmento a ser
explorado”, ressalta a gerente.
Higiene
e Beleza também se rende a ELES
A novidade no mercado é
enxagüatório bucal, como o recente lançamento da Sanofi-Aventis, o Cepacol
Teen, desenvolvido especialmente para as garotas. A embalagem ganhou visual
irreverente, na cor rosa, e tampa com glitter. “A adolescente de hoje sabe o
que quer e deseja fazer suas próprias escolhas. O novo Cepacol atende a essa demanda
e, ao mesmo tempo, estimula a higiene bucal desde a fase teen”, explica a gerente
de Produtos da marca, Adriana Bezerra. Já a marca de desodorante Rexona Teen,
da Unilever, optou por uma campanha bastante abrangente que contemplou ações em
mídia online, eletrônica e impressa. O conceito de que momentos divertidos são
aqueles que acontecemin esperadamente inspirou o lançamento do produto.
Seguindo essa tendência, desde quando começou a usar desodorante, Natália Mara
Quirino Caldas, 17 anos, prefere a marca Rexona, mas oscila entre as linhas
teen e adulto. “Escolho as opções que têm na prateleira pelo perfume. Gosto dos
aromas mais doces, mas tanto faz se é o Rexona Teens ou para adulto, embora o
colorido das embalagens dos teens me atraia bastante”, destaca. Uma categoria
de produto bastante focada no público teen é a de absorventes.
De acordo com
análise feita pela LatinPanel, o absorvente teen teve um aumento de 4,2% de
consumo nos lares que têm jovens entre 13 e 17 anos, o que permitiu ser o segmento
que mais cresceu na categoria absorvente. Há dois anos a Kimberly- Segundo a gerente da Marca e Categoria
de Absorvente, Fernanda Hermanny,o produto foi desenvolvido especialmente para
a adolescente que necessita de absorvente adequado às medidas de seu corpo,
ainda em formação. “As meninas preferem absorventes mais anatômicos, que não
denunciem que estão menstruadas”, acrescenta a gerente.Bárbara L. Herzog, de 13
anos, concorda que o tamanho do absorvente é imprescindível. “O período já é
estressante, então prefiro os absorventes teens, pois são mais discretos”,
explica. Além das três frentes de comunicação - internet, revistas e meios
tradicionais no PDV - adotadas pela Kimberly-Clark, a empresa criou um programa
educacional desenvolvido junto a escolas públicas e privadas do Brasil todo.
Mais de 350 mil alunos, entre meninos e meninas, já assistiram às palestras
educativas sobre os cuidados de higiene com o corpo, ministradas por psicóloga
contratada especialmente para o projeto. Até pouco tempo, as empresas diziam
investir no segmento porque seria o dos consumidores do futuro.
Hoje elas
entendem que esse novo público está consumindo agora e o tempo todo. “Isso é
conseqüência do processo de globalização por que passamos
nos últimos anos, que possibilitou ao jovem de hoje um maior acesso à informação através da internet e gerou precocidade,
tornando o teen mais adulto do que os jovens
de uma década atrás”, ressalta Juliana, da Plus Advance.
Adolescentes brasileiros passam 60 horas por mês
ligados à internet e têm um poder de consumo estimado em R$ 13 bilhões por ano
Por Por
Manoel Fernandes
O jovem internauta brasileiro entre 16 e 24 anos é
em si mesmo uma unidade de consumo, com poder de compra somado de R$ 13 bilhões
anuais. Na rede, o comportamento dessa faixa etária está muito próximo das
ações de adolescentes de países como Japão, Estados Unidos e Espanha. Essas
conclusões são parte do primeiro estudo sobre os hábitos virtuais dos jovens do
País feito pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, sob a coordenação do
professor Marcelo Coutinho. “Esta é a primeira geração de consumidores
globais”, diz Coutinho, que durante o segundo semestre do ano passado
entrevistou 460 jovens de 16 a 24 anos em parceria com o site de
relacionamentos Dotz. “A forma de vender produtos para esses consumidores deve
ser repensada”, diz o pesquisador.
O trabalho revela, por exemplo, que 80% dos jovens
permanecem conectados duas horas em média por dia à rede, o equivalente a 60
horas mensais. Os jovens respondem hoje por 30% de todo o tempo de uso da rede
no país. No final de 2004, a taxa era de apenas 12,4%. A título de comparação,
a média entre os 20 milhões de internautas do País chegou a quase 15 horas em
março, segundo o último levantamento feito pelo IBOPE/NetRatings. “Há um poder
de consumo que ainda não foi descoberto na sua plenitude pelas grandes marcas
do mercado”, afirma Leandro Schmitz, diretor do site Grupos.com.br, que reúne
comunidades de internautas em todo o País. São seis milhões de assinantes que,
em média, enviam ou recebem 55 milhões de emails mensais.
Na pesquisa de Coutinho, outro dado que chama
atenção é o local de onde os jovens internautas acessam a internet. Mais da
metade (56%) o fazem do trabalho e 40% usam o PC doméstico. Desse contigente,
53,8% dos entrevistado têm computadores dentro do seus quartos ligados à
internet. “Essa cultura do dormitório está presente em outros países, mas não
dava para imaginar que estivesse com tanta força por aqui”, afirma o professor
da ESPM, considerando que sua amostra retrata um internauta que integra as
camadas mais ricas da sociedade. Com computador no quarto e trabalhando, o
jovem internauta brasileiro é um consumidor em potencial. Na pesquisa 93,6%
afirmaram ter celulares, 77,6% possuem CD Player, 39,3% são donos de máquinas
digitais, 26,7% escutam suas musicas em tocadores portáteis de MP3 e 10,7%
andam com computadores de mão.
Fonte:
ESTUDO GOMA DE MASCAR
|
Goma de mascar estimula memória e raciocínio, diz estudo
|
|
|
Durante
décadas, a goma de mascar foi considerada algo prejudicial e de mau gosto.
Mas, agora, um novo estudo poderá mudar drasticamente essa idéia. Cientistas
britânicos comprovaram que o hábito de mascar chiclete deixaria as pessoas
mais inteligentes e com uma melhor memória.
Andrew
Scholey, cientista da Unidade de Neurociência Cognoscitiva Humana da
Universidade de Northumbria e encarregado da pesquisa, apresentou os
resultados do estudo na Conferência Anual da Sociedade de Psicologia da
Grã-Bretanha, em Blackpool, na quarta-feira. O estudo revelou que a goma de
mascar tem um efeito positivo para o processo do pensamento e para a memória.
"As pessoas lembraram de mais
palavras e obtiveram melhores resultados em testes de memória",
disse Scholey. "Os
resultados foram bem claros e concluímos, especificamente, que a goma de
mascar estimula a memória".
Não
há diferenças entre as gomas de mascar e os chicletes, pois o importante é o
movimento repetitivo da mastigação. O pesquisador disse que o melhor
desempenho nos testes de memória poderia ser atribuído a um aumento na
freqüência cardíaca, juntamente com o incremento da insulina que chega aos
receptores do cérebro.
Os experimentos incluíram 75 pessoas divididas nos grupos de não mascadores, mascadores reais e mascadores "simulados". Antes de serem submetidos ao teste de 25 minutos, os dois grupos de mascadores passaram três minutos realizando os movimentos bucais com sua goma real ou imaginária. Scholey contou que os testes incluíam perguntas relacionadas com a memória a curto prazo, como relembrar palavras e imagens, e a denominada memória de trabalho; por exemplo, a capacidade para guardar o número do telefone de uma pessoa.
A freqüência cardíaca dos mascadores reais, depois dos testes, foi três
batidas por minuto mais rápida que a dos não mascadores, e 1,5 batida mais
veloz que a dos mascadores "simulados".
"Achamos que o aumento moderado na
freqüência cardíaca pode melhorar o fornecimento de oxigênio e de glicose
para o cérebro, o que é suficiente para aprimorar a função cognoscitiva",
explicou Scholey.
Segundo
o cientista, "a
outra possibilidade é que a mastigação possa induzir a um aumento na produção
de insulina devido à salivação, como antecipação de uma refeição".
"Sabe-se que há
receptores de insulina em áreas do cérebro que são importantes para a
aprendizagem e a memória", disse.
|
Estudos
recentes apontam benefícios das bebidas energéticas
Vários estudos vêm sendo
realizados com bebidas energéticas nestes últimos anos, apresentando resultados
interessantes, como podem conferir logo mais abaixo
|
Vários estudos vêm
sendo realizados com bebidas energéticas nestes últimos anos, apresentando
resultados interessantes, como podem conferir logo mais abaixo.
Com o objetivo de determinar os efeitos de uma bebida energética contendo taurina e cafeína no desempenho, um estudo realizado com 10 atletas de ciclismo, pedalando durante 60 minutos em cicloergômetro, constou que após a ingestão de bebida energética, a resistência dos voluntários foi significativamente maior em comparação com as outras duas bebidas que continham o mesmo sabor da bebida energética original, porém, sem os componentes cafeína e taurina.
Os resultados encontrados são decorrentes dos
efeitos que estes componentes exercem durante o exercício prolongado. Em
outro estudo, os autores submeteram 17 atletas masculinos a dois testes
experimentais durante 60 minutos de ciclismo com aumento da carga inicial até
os indivíduos atingirem a exaustão. Após 25 minutos de ciclismo, uma bebida
imitação (B1) e uma bebida energética (B2) contendo taurina, cafeína e
glucoronolactona foram administradas.
Parâmetros fisiológicos e metabólicos como frequência cardíaca, consumo de
oxigênio e lactato (que mensura a fadiga/cansaço), foram avaliados no estudo.
No grupo B2 (bebida energética) o tempo médio de ciclismo até a exaustão foi
significativamente maior, demonstrando uma melhor capacidade de resistência.
Como o grupo controle (B1) ingeriu bebida sem taurina, cafeína e
glucoronolactona, os efeitos benéficos da bebida B2 podem ser atribuídos a
estes três componentes.
Em estudo realizado em 2001, os pesquisadores submeteram 11 motoristas a 5 horas de restrição de sono na noite anterior à realização dos testes. Os testes incluíram uma simulação inicial por 30 minutos em um tipo de simulador de carro (pré-tratamento), seguido de intervalo de 30 minutos e depois foram submetidos a outras 2 horas dirigindo (pós-tratamento).
Nos intervalos foi administrada bebida energética contendo taurina, cafeína e
glucoronolactona ou bebida imitação, sem taurina, cafeína e glucoronolactona.
Após a ingestão da bebida energética, tanto os incidentes dirigindo como o
tempo de reação demonstraram melhora significativa. A principal ação destas
bebidas é proveniente da combinação de cafeína e taurina.
D-Agnol Consultoria Nutricional Tatyana Dall'Agnol, que assina esta coluna é nutricionista e especialista em Nutrição Clínica (UNIFESP/EPM), em Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ) e mestre em Atividade Física e Saúde. |







